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Pelo menos para mim, 30 minutos de caminhada com minha câmera após o almoço ajuda-me a relaxar meu corpo, limpar minha mente e me manter em meus pequenos projetos fotográficos.

Naquele dia, eu estava decidido a somente tirar fotos de carros integrados ao ambiente da cidade e saí observando aqui e ali, clicando o que eu julgava interessante. Carros vermelhos, pretos, brancos… Alguns deles aqui estão para vocês verem o que eu obtive.

Cars, Caged!

My little project was sparked by the architecture morphing with the intense colors of the hood.

Cars, Caged!

The ethereal presence of both the frames and the almost angelical car.

Cars, Caged!

Notice the bold structure entirely assimilated by the pivot of my strange story.

– Senhor! Eu me virei e me deparei com homem de meia-idade, vestido com um terno preto, camisa branca, gravata preta, óculos escuros pretos e sapatos pretos. Um típico HdP(*)!…  Atras dele, um carro também preto que acabara de fotografar.

– Acredito que o senhor tenha algo que nos pertence.

Nós? Tem alguém mais aqui?

– Eu não tenho nada de vocês e nem conheço você, eu respondi. Neste momento, outro homem vestido igualzinho ao primeiro posicionou-se atras de mim como para prevenir que eu fizesse movimentos bruscos.

– Poderia, por favor, entrar no carro? Eu fiquei imóvel por um momento até que ele discretamente me mostrou uma arma escondida no casaco. Bem, com tal argumento sutil, tudo o que eu poderia fazer era aceitar o convite, óbvio!

 

Cars, Caged!

Nature is also part of the flow although a “civilized” one as seen by the building structure kind of overseeing the scene.

Dentro, de um lado, havia uma bancada cheia de telas, microfones, botões e mostradores. No outro, dois bancos que mal cabiam no ambiente. A um canto, vi o que me pareceu ser um pequeno refrigerador (afinal de contas, eles também são gente, não são?). Sobre ele, uma pasta volumosa com uma etiqueta em letras pequenas que não consegui ler, um livro chamado “Espionagem para Idiotas” e outro chamado “Agente Secreto em 10 Passos Simples”. Sem dúvida nenhuma, este era um veículo de observação e escuta (o que estaria fazendo aqui, num bairro tão tranquilo?), que eu acidentalmente fotografara e agora estes indivíduos querem saber o que eu estava fazendo. Uau! Isto era coisa séria e eu era o centro das atenções!

– Sua câmera, por favor! Claro, entreguei-a ao homem que sempre falava. Ele pegou o cartão de memória, introduziu em algum lugar, mas nenhuma imagem apareceu.

– Droga, disse ele. Você destruiu o cartão?

– Não, eu fotografo em RAW (**). O cara era um espião e não sabia ler uma foto em RAW, pensei. Dê-me o cartão de volta que eu mostro a você direto na câmera, disse eu estendendo a mão. Os homens entreolharam-se e finalmente me deram o cartão de volta.

– Vejam, somente fotografias de carros e o de vocês está borrado e sem detalhes, eu falei enquanto mostrava as fotos. Ele pegou minha câmera, repetiu o que eu havia feito e verificou que era verdade.

– Mais uma coisa – eu disse. Se vocês forem ao meu website, direto na postagem “Carros, Enquadrados!“, verão estas fotos lá, tal como na câmera (***). Eles se entreolharam de novo e, mais uma vez, comprovaram que eu falava a verdade. Já que eles estavam investigando, eles deram uma olhada em algumas páginas aqui e ali do meu site e – eu juro – pude ver um tênue traço de satisfação no que estavam vendo.

Eles se entreolharam de novo (eles realmente gostavam disto; será que eram amantes?) e o homem falante disse:They looked at each other (they really liked doing it; were they lovers?) and the speaker said, “You are free to go! However, you have never seen us and this never happened!”.

– Você pode ir embora! Entretanto, você jamais nos viu e isto nunca aconteceu!

– Espera aí um pouquinho! – disse eu. Vocês tomaram meu tempo, ameaçaram-me com uma arma e isto acaba assim, sem nem um pedido de desculpas? Ao menos, vocês poderiam mostrar um sinal de gratidão por eu ter cooperado e ajudado vocês no trabalho – seja lá o que for – que vocês fazem! E apontei meu dedo para a parte de “Subscreva-me” do meu site.

Eles gostavam de se entreolhar porque foi isto que fizeram. Silenciosamente, ambos assinaram para receber minhas postagens.

– Nenhuma palavra ou viremos atrás de você! – Eu balancei a cabeça concordando.

De volta à calçada, o Sol continuava brilhando, as casas estavam todas em seus respectivos lugares e o mundo parecia estaria estar girando tal como sempre girou. Algumas pessoas passavam sem demonstrar qualquer sinal de que algo diferente tivesse acontecido.

Só me restou fazer uma postagem a respeito do assunto, acreditem se quiserem!

 

Cars, Caged!

Old, old one, but still very charming!

Cars, Caged!

This time, a modern model resisting the weight of the neatly organized city structure.

(*) MiB: A reference to the movie Men in Black;

(**) RAW pictures: typical cameras produce pictures in the JPEG format capable of being immediately presented on screens, posted on various social medias, etc. On the other hand, RAW pictures need to be worked with a specialized software to be transformed to JPEG. Although more difficult to work with, they usually present a far better image quality.

Abstraction

Luz Brilhante

Lentamente, abro os olhos e pisco várias vezes depois de acordar daquele sonho com uma luz intensa brilhante. Acho que a luz acabou por me cegar um pouco porque meus olhos só enxergam escuridão agora, como se o que eu vivenciasse em sonhos pudesse impactar minha visão. Olhos para os lados e não vejo o menor vislumbre de claridade. Na verdade, não só não vejo nada como também não ouço nada. Nenhuma luz, nenhum som. Nada!

Ainda estou sentado na poltrona do avião e com o cinto afivelado, mas não ouço o som das turbinas e nem vejo a janela, as estrelas… Tento alcançar meu celular no bolso do banco da frente mas não tem nenhum banco e nem o banco do lado! Nem a parede do avião! Parece que estou isolado no meio do nada!

Como isto é possível? Como vim parar num lugar como este sem que eu ao menos acordasse ou notasse algum movimento estranho? Ou será que ainda não acordei? Belisco-me até doer. Parece ser uma situação real mas quem disse que os acontecimentos dentro de um sonho também não são reais para quem está sonhando? Se acabei de acordar, isto significa que eu estava sonhando e, dentro deste sonho, dormindo e sonhando, tal como dois espelhos refletindo-se mutuamente até o infinito?

Abro o cinto e me levanto, dando dois passos para a frente. Ouço meus passos com um ruído quase surdo como se o som não se refletisse em lugar algum, como se estivesse num lugar muito amplo, talvez num grande estacionamento aberto. Mas, onde estariam as estrelas, algum poste com lâmpada ou resquício de luz da cidade?

Dou mais alguns passos e nada me toca. Mudo de direção, e a mesma coisa. Agora, já não sei mais onde está a poltrona, meu único ponto de referência. Estou na mesma situação de alpinistas que morrem de frio em meio a uma tempestade de neve a pouquíssimos passos do acampamento porque é impossível enxergar a não ser o branco total. No meu caso, escuridão total.

Abstraction

Abaixo-me para tocar o chão. Parece ser bem liso, uniforme e sem poeira, ou seja, não é um estacionamento (pudera os estacionamentos serem tão limpos!). Bato nele com os nós dos dedos e ouço algo surdo. Teria sido este som aquele transmitido pelo ar, já que estou respirando, ou apenas a propagação da vibração dos toques ao longo do meu corpo até o cérebro?

Experimento jogar para a frente uma moeda que encontrei no bolso; se ouvir algum som, é porque existe propagação; se não ouvir nada, bem… Pode ser que a moeda tenha caído em algum buraco esperando pelo meu último passo ou que eu estaria em alguma espécie de câmera anecóica onde não se ouve nada, aquela com as paredes de espuma em forma de pirâmides. Para meu conforto e surprêsa, ouço a moeda batendo no chão e rolando até eu não ouví-la mais! O piso é inclinado à minha frente, talvez um declive tão leve que não notei a princípio, mas o suficiente para permitir que a moeda role sem parar.

E agora? Já sei que prosseguindo, descerei; se der meia volta, subirei. Provavelmente, para os lados, caminharei em planos. Para onde me dirigir? Descendo, onde irei? Inferno? Subindo, chegarei ao Céu? Que estranhos pensamentos! Inferno e Céu são conceitos abstratos, vinculados à religião, aplicáveis se eu tivesse morrido. Será que morri? Mas, se eu morri, como estou pensando, caminhando e atirando moedas? Isto significa que ao morrer, na verdade, continua-se vivo? De fato, estou num lugar que não consigo estabelecer qualquer relação com aqueles lugares que vivi antes. Mas, isto não significa que este lugar seja o lugar onde os mortos vão. Na verdade, sempre soube que os mortos vão ou para o Inferno ou para o Céu, já que o Purgatório foi considerado apenas como um fogo interior para aperfeiçoar a alma. Só que este raciocínio tem um pequeno problema: este lugar, por um lado, não tem fogo, nem calor e muito menos gente se lamuriando e, por outro, nem tem anjos contentes e felizes. Aliás, eu acho que, pelos meus critérios de certo e errado, se não mereço totalmente o Céu, muito menos poderia ser condenado ao Inferno. Sendo assim, então de fato existiria um lugar intermediário a partir do qual eu próprio precisaria tomar a decisão de seguir para o lado que mais me fosse conveniente, lógico ou correto. É óbvio que todos adorariam ir para o Céu, para cima, portanto, tal como eu também pretendo fazer. Se tal fosse possível, o Céu já deveria estar cheio, como gente boa e ruim convivendo no mesmo espaço, exatamente como na Terra (será que a Terra é o próprio Céu e não sabemos?). A questão é que o Inferno então esfriaria e desapareceria por falta de “combustível”. Rio-me da idéia porque isto não poderia acontecer já que algumas pessoas parecem ser mais “pesadas” que outros, tal como a moeda que rolou para baixo. E não estou falando de alguns quilos a mais. Seria eu “leve” o suficiente para aguentar a subida e não rolar para baixo?

Abstract

E se eu não estiver morto? Fisicamente falando, este lugar parece ser impossível. Só me resta acreditar que estou sonhando, um sonho dentro de um sonho, porque acabei de acordar. O problema é que este sonho está durando muito tempo e parece ser tão real…

Morto, vivo ou sonhando, parece-me ser o melhor subir. Tomada a decisão, tenho um novo problema; na verdade, dois: se estou diretamente à frente para a descida, eu preciso girar meu corpo em 180 graus para subir. No escuro e sem qualquer ponto de referência, como farei isto sem errar um grau sequer? Além disso, sou destro e é notório que pessoas destras têm a perna direita como dominante. Portanto, a minha tendência é a de andar com mais vigor para a esquerda, errando de alguns milímetros para a esquerda a cada passada, fazendo com que eu dê uma enorme volta, acabando por descer embora querendo subir (se você duvida da idéia, pense que a descida é sempre mais fácil que a subida e que a diferença da minha passada será facilmente compensada pela facilidade da descida, isto tudo sem eu ao menos perceber).

Resolver o primeiro problema foi fácil: juntei bem os pés e descalcei cuidadosamente os sapatos sem mexê-los do lugar. Em seguida, virei um sapato ao contrário e bem junto do outro; depois, virei o outro da mesma maneira, calcei novamente os sapatos e comecei a caminhar torcendo para que minha perna dominante não me desviasse muito antes que aparecesse alguma luz no meio do caminho.

Devo confessar que não tenho medo do escuro e, sempre que possível, eu ando com as luzes apagadas e olhos fechados tateando para chegar nas peças que quero ir. Mas, pensem comigo: minha casa é um lugar protegido, sem objetos estranhos e nem obras de arte a evitar, o que torna meu exercício fácil (está bem, concordo, e se tiver um ladrão dentro de casa? Bem, neste caso, no claro ou no escuro, acho que vou levar desvantagem). Imagino que este lugar seja muito fácil para caminhar porque parece não ter paredes e nada no caminho (espero não tropeçar na poltrona em que estava sentado).

Psicologicamente, o escuro dispara mecanismos na nossa imaginação que vão de um simples receio até pavores insuportáveis. Quanto mais fértil a imaginação e a superstição, maiores serão as chances do nosso cérebro fabricar imagens e cenas para tentar repor a claridade que não existe ao redor. Até sons parecem ser ouvidos porque atrelados às idéias em desenvolvimento.

Abstraction

E aqui estou eu tentando não fabricar idéias, não pensar em filmes de suspense e nem me colocar em momentos desagradáveis que já vivi. Tento pensar na felicidade de estar junto à minha namorada, mas me vem a cobrança que passamos do tempo de formalizarmos nossa vida conjunta. Tento pensar nas piadas dos colegas de trabalho, mas só me vem à cabeça a fúria do meu chefe mandando-me resolver um problema de um cliente no tudo ou nada. Será que ouço barulho de água ou é o aquela famosa cena do banheiro no filme Psicose?

Paro e prendo a respiração. Nada. Apenas o bater do meu coração como único som a parecer dominar todo o ambiente. A boa notícia é que não estou cansado de caminhar. A má notícia é que pode ser que eu esteja descendo. A sensação de impotência é total porque, literalmente, não posso controlar nem meus próximos passos. Nestas horas, sinto vontade de me dirigir a um ente maior (Deus?) para me auxiliar já que me encontro totalmente perdido.

Não adianta, nenhum dedo luminoso aparecerá e me empurrará na direção certa, a não ser que eu mesmo o faça. E lá vou eu de novo.

Caminho e caminho por não sei quanto tempo, com os mesmos pensamentos indo e voltando.

Parece uma tênue luz à frente? Finalmente, algo com que me agarrar embora possa ser apenas uma miragem. Corro até ela, ansioso por acabar com a agonia. A luz crescendo de intensidade como que enchendo o ambiente. Até parece que ela própria vem ao meu encontro para socorrer porque ela brilha cada vez mais. Consigo apenas enxergar o amarelo-ouro do centro da luz que vai crescendo, crescendo até que sou obrigado a proteger meus olhos com minhas mãos. Vagamente, posso perceber algo no meio da luz. Parece ser alguém sentado. Agora, eu e a luz somos dois magnetos se atraindo irresistivelmente. Alarmado, sei que vou me chocar com a silhueta sentada e…

Lentamente, abro os olhos e pisco várias vezes depois de acordar daquele sonho. Acho que a luz acabou por me cegar um pouco porque meus olhos só enxergam escuridão agora. Olho para os lados e não vejo o menor vislumbre de luz. Na verdade, não só não vejo nada como também não ouço nada. Nenhuma luz, nenhum som. Nada!…

Trees

How Much Do You Love Me?

How Much Do You Love Me?

“I love you!”

These three simple words do wonders for a relationship and I often say them to my wife as a sign of constant affection and love for her. However, at the most unpredictable moments, no matter what we are doing, my wife asks me:

“Do you love me?”

The answer needs to be direct, without hesitation or stuttering, gentle but firm enough, with the right and precise dosage of intonation, not too bold to show a false emotion, nor too weak to show I don’t care much. And I can’t exhale either, as it would sign boredom and tiredness. In essence, I would need a PhD in Social Life to perfectly reply to her as she is very sensitive to these matters and captures even the slightest deviation from what she thinks I should say:

“Of course I do! Always!” She then smiles at me, content that I am paying attention to her.

By experience, I learned that there will be a moment of silence and then she would pose the next infallible question:

“How much?”

How Much Do You Love Me?

A gift, as small as it might be, on special dates or not, shows how much we care about our partner and goes a long way within the boundaries of the relationship.

How can I measure my love for her? What is the unit that represents the amount of love, pounds, meters or liters? Is it in the Imperial or in the Metric system? One thing I know is that she does not let herself to be measured in terms of dollars when it comes to dealing with love. Honestly, I still don’t know her criteria but I am trying…

The first time I heard the question, I didn’t really understand the point and, between the irony and intrigue, I cheaply said:

“Two fingers?” and showed my two fingers together like when I ask a dosage of whiskey. She didn’t like it and became silent. I needed to correct the situation at once!

“Look!” and I stretched my arms open.

“Not enough!”, she said.

“Well, it might not be enough but these are the arms that hug you and that proves my love for you!”. It worked, because she smiled and kissed me.

Down the road, every time the “How much?” question would be pronounced, I would reply with something bigger. From stretched arms, to a block size, to the height of the Everest (not the actual size but the one around one meter higher before the earthquake in Nepal, “Very funny!”, she said), to the Earth’s perimeter…

Warning
In the heat of the moment, never try to outsmart your partner by replying:
“I love you more than the distance to the Moon which is 384,400 km!”
“What?”
“Don’t get me wrong: it’s not the average; rather, the largest distance, called the apogee, or 405,696 km!”
Believe me, it doesn’t work. Your partner might burst in laughs (or worse) and ruin the moment (or worse). Actually, it does ruin the moment (or worse).

So, I reached a point where the unknown size of the Universe would not be enough to describe my love for her. I also thought about mathematical formulas (the Aleph Zero set theory is a good start…), the number of atoms in a gram of gold or even the number of grains of sand in the longest beach in the world (for when you need to use this argument, it’s Praia do Casino Beach in Brazil. And, no, I don’t know how many grains of sand there are there).

“How much?”

Not knowing what to say anymore, I remembered a story about a checkerboard that my old man told me when I was a kid. I asked her:

“Please, give me a coin”. She was puzzled but handed me a coin that I put on the first square of the board.

“This is my love for you, as big as you want it to be”.

“Are you trying to buy my love?”, she said.

“No. That coin is not money but a token. It could be a button of your dress, a shoe, a minute that I spend talking with you, a kiss that I give you or anything else. It’s just a token, but a token of my love for you!” She smiled and gave me a kiss.

How Much Do You Love Me?

Chocolate and strawberries are the lovers’ food! For no special reason, without overdoing it, bring some to be enjoyed together!

“How much?”.

I then asked her two coins and placed on the second square of the board.

“See? Now, I love you twice as much as before. Can you imagine how much I really mean by that?” Her face was radiant and I got two kisses.

“How much?”

This time, I asked her four coins that I placed on the third square of the board.

“I still love you twice as much as before but, if you count the coins, you are going to see that I now love you seven times (4 + 2 + 1) more than I initially loved you!” She got the point and further details will make you blush…

The checkerboard now sits there with only three squares filled with coins. She realized that, at this pace, she would run out of money very quickly and, by the middle of the board, all the joint money in the world would not be enough to fill the next square.

Translated to love, she also finally understood that my love for her would be really bigger than anything else and any further discussion on the subject would be pointless… Or, does it?…

“How much?”

“Oh! No!” Do you have any suggestions to give me?

How Much Do You Love Me?

Quanto Você Me Ama?

– Eu te amo!

Três simples palavras que podem produzir maravilhas para um relacionamento. Eu costumo dizê-las com frequência para minha esposa como um sinal de afeição contínua e amor por ela. Entretanto, nos momentos mais inesperados, não importando o que estejamos fazendo, ela me pergunta:

– Você me ama?

A resposta precisa ser direta, sem hesitação e nem gaguejos; gentilmente, mas suficientemente firme; com a entonação certa e correta; não muito forte que demonstre uma falsa emoção, nem tão fraca que demonstre meu descaso. Nem posso suspirar também porque isto indicaria um certo enfado e cansaço pela pergunta. Eu precisaria de um PhD em Vida Social para responder corretamente já que ela é muito sensível nestes assuntos e captura mesmo o menor desvio daquilo que ela acha que eu deveria responder:

– Claro! Sempre! – Ela então sorri para mim, contente por estar prestando atenção nela.

Com o tempo, aprendi que haverá um momento de silêncio e então ela fará a seguir uma pergunta infalível:

– Quanto?

How Much Do You Love Me?

Um presente, tão pequeno quanto seja, em datas especiais ou não, demonstra o quanto nós nos preocupamos com nosso parceiro ou parceira e representa muito para o relacionamento.

Como posso medir meu amor por ela? Qual a unidade de medida que representa a quantidade de amor, quilos, litros, metros? Usa-se o sistema métrico ou algum outro sistema de referência? Uma coisa eu sei, porém: ela não se deixa ser medida em termos de reais ou dólares quando se trata de amor. Honestamente, eu ainda não sei o seu critério mas estou tentando descobrir…

Na primeira vez que ouvi a pergunta, eu realmente não entendi o ponto mas, entre a ironia e a curiosidade, eu respondi rapidamente:

– Dois dedos? – e mostrei meus dois dedos juntos como a pedir uma dose de uísque. Ela não gostou e ficou em silêncio. Eu precisava corrigir imediatamente a situação!

– Olhe! – e abri meus braços.

– Não é o suficiente! – ela disse.

– Bom, pode não ser o suficiente, mas estes braços são os que te abraçam e que provam meu amor por ti! – Funcionou, porque ela sorriu e me deu um beijo.

Cada vez que eu ouvia o “Quanto?”, eu respondia com algo cada vez maior. Começando com braços abertos, com o tamanho de um quarteirão, com a altura do Everest (não o tamanho atual, mas aquele perto de um metro maior antes do terremoto no Nepal. “- Muito engraçado!”, ela disse), até o perímetro da Terra…

Aviso
No calor do momento, jamais tente subestimar o seu companheiro ou companheira respondendo:
– Eu te amo mais que a distância até a Lua, que é de 384.400 Km!
– O que?
– Eu me expressei mal: não é a distância média, mas sim a maior distância, chamada de apogeu, ou 405.696 Km!
Acredite em mim: não funciona! Poderão rir na sua cara (ou pior) e você poderá arruinar o momento (ou pior). Na verdade, arruina o momento (ou pior). Eu sei disso!

Portanto, cheguei ao ponto onde o tamanho desconhecido do Universo não seria o suficiente para descrever meu amor por ela. Eu também pensei em fórmulas matemáticas (o conjunto teórico Aleph Zero é uma boa…), no número de átomos numa grama de ouro ou mesmo no número de grãos de areia na praia mais longa do mundo (caso você não saiba e precise usar esta informação algum dia, é a Praia do Casino, no Rio Grande do Sul. E, não, eu não sei quantos grãos de areia existem lá!).

– Quanto?

Sem saber o que mais responder, lembrei-me de uma história sobre tabuleiros de xadrez contada por meu velho pai quando eu era criança.

– Por favor, dê-me uma moeda qualquer – pedi a ela. Ela ficou intrigada mas me alcançou a moeda que a coloquei no primeiro quadrado do tabuleiro.

– Este é o símbolo de meu amor por você, tão grande quanto você queira que seja.

– Você está tentando comprar meu amor?

– Não. Esta moeda não é dinheiro mas um símbolo. Ela poderia ser um vestido, um sapato, um minuto que passo conversando com você, um beijo que eu te dê ou qualquer outra coisa. É apenas um símbolo, mas um símbolo do meu amor por você! – ela sorriu e me deu um beijo.

How Much Do You Love Me?

Chocolate e morangos são os alimentos dos amantes! Sem razão especial, sem exageros, traga alguns para se deliciar a dois!

– Quanto?

Eu então pedi duas moedas e as coloquei no segundo quadrado do tabuleiro.

– Viu? Agora, eu te amo o dobro do que te amava antes. Você pode imaginar o que isto significa? – sua face estava radiante e ganhei dois beijos.

– Quanto?

Desta vez, pedi quatro moedas e as coloquei no terceiro quadrado.

– Eu ainda te amo o dobro do que te amava antes mas, se você contar as moedas, verá que eu agora te amo sete vezes mais (4 + 2 + 1) do que eu inicialmente te amava! – ela entendeu a jogada e maiores detalhes ficam para outra hora…

O tabuleiro agora está lá com somente três casas preenchidas. Ela entendeu que, neste ritmo, ela ficaria rapidamente sem dinheiro e, aproximadamente no meio do tabuleiro, nem juntando todo o dinheiro do mundo seria o suficiente para preencher a próxima casa.

Traduzindo tudo para o amor, acho que ela finalmente se deu conta que meu amor por ela é maior do que qualquer coisa e que qualquer discussão adicional sobre o assunto seria desnecessária… Ou não seria?…

– Quanto?

– Ah! Não! – Alguém tem alguma sugestão para me dar?

Praga_5126

Hand-Colored

I still remember, when I was around 6 years old, my father taking us to our monthly visit to his brother and my aunt in the outskirts. It was almost a ritual: we would have an earlier lunch at home, take the bus, arrive at my uncle’s place by 2 PM, have some socialization there, followed by coffee with fresh biscuits, bread and jelly at 4 PM and finally, at 5 PM, we would take the bus back to home, arriving just on time for my father to listen to the Sunday’s sports news on the radio.

Hand-Colored
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Wakefield

Quotes by Famous Photographers – I

You read it right, it is not “Famous Quotes About Photography” as usually you may find in popular search engines on Internet, but a quote stated by famous photographers that then became famous (the quote).

Essentially, a famous photographer is that person that possesses a relevant amount of qualities channeled to Photography in such a way that they exceed the average abilities of everybody else. Virtues like sense of placement, creativity, struggle, opportunity, vision and art are definitely present when this famous photographer presses the shutter and later publishes a picture.

Wakefield

Lost somewhere in the middle of the woods, a refreshing flow of water.

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Adeste Fideles

Adeste Fideles

Nobody really knows much about the origins of Adeste Fideles (translated to “O Come, All ye Faithful“) as some scholars say the English were its creators whereas others say the Portuguese first introduced its tune, all around the 17th Century. Actually, some even say that Adeste Fideles was a tune used in popular shows and then adopted by French and German monks, serious Latin verses were added to it to become a Christmas Carol. The number of verses also varies from four to eight depending on the event.
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Just an idea of the vastness of the interior of the Cathedral with the galleries in both sides.

Please, continue reading this article here…